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Cronologia - 1930/1934

1930

Vai diariamente aos museus, descobre a pintura moderna da Escola de Paris, discute sobre arte nos cafés e não tem quase nenhum tempo para pintar.
Conhece Maria Martinelli, jovem uruguaia de 19 anos, radicada com família em Paris e se casa com ela.
Sente saudade de Brodowski e escreve para o Brasil...."Daqui fiquei vendo melhor a minha terra - fiquei vendo Brodowski como ela é. Aqui não tenho vontade de fazer nada. Vou pintar o Palaninho, vou pintar aquela gente com aquela roupa e com aquela cor. Quando comecei a pintar., senti que devia fazer a minha gente e cheguei a fazer o "Baile na Roça"...

Portinari e Maria

A paisagem onde a gente brincou a primeira vez não sai mais da gente, e eu quando voltar vou ver se consigo fazer a minha terra..."

1931

Portinari e Maria regressam ao Rio de Janeiro e ele passa a trabalhar num ritmo intenso.
Participa da comissão destinada a promover a reforma do Salão Nacional de Belas Artes, no qual os artistas modernos são admitidos pela primeira vez.
Portinari é convidado pelo então diretor da Escola Nacional de Belas Artes, o arquiteto Lúcio Costa, a fazer parte da comissão organizadora do Salão.
Nesse ano, Portinari apresenta 17 obras.

1932

Portinari expõe individualmente no Palace Hotel.
Dessa vez exibe obras de temática brasileira - cenas de infância, circo, cirandas.

1933

Faz outra Exposição Individual no mesmo local.

1934

Nesse ano Portinari pinta Despejados, obra de temática social.
Intelectuais começam a ver em sua figura o verdadeiro representante plástico do modernismo brasileiro.
Tem sua tela O Mestiço adquirida pela Pinacoteca do Estado de São Paulo, sendo assim, a primeira instituição pública a incluir uma obra de Portinari em seu acervo.

Mestiço

"A pintura moderna tende francamente para a pintura mural. Com isso não quero afirmar que o quadro de cavalete perca o seu valor, pois a maneira de realizar não importa. No México e nos Estados Unidos já há muitos anos essa tendência é uma realidade, e noutros países se opera o mesmo movimento, que há de impor à pintura o seu sentido de massa".
(Entrevista de Portinari ao Diário de São Paulo, em 21 de novembro de 1934)